Outro ano.
Está um sol invernoso, lindo, na minha cidade.
A cidade que me abraça, que me faz falta, quando estou longe...
Ano novo.
Só nós envelhecemos.
Os dias estão aqui, cheios de ternura a oferecerem-se: "usem-nos da melhor forma", parecem sussurar...
Vida nova.
Só mesmo espiritualmente.
Ninguém tem uma nova vida só por que tirou o calendário velho da parede.
Temos a vida que temos; a nossa e o que dela fazemos!
Viajo de metropolitano. Silêncio. Quase ninguém nas carruagens. Nem os pedintes habituais. O país parou; as pessoas, hoje, não trabalham, porquê?