E cá estamos novamente a levar para a frente o presente. Veio mesmo a primavera com cheiro a verão! Fomos à praia e constipei-me porque teimosamente fui ao banho. Que frio! Só fazemos praia das oito às onze horas, besuntados de protector solar, factor 60. O Vitor Pêra é super-branco-assumido que rápidamente se tranforma em encarnado SLB. O filho e a mãe não podem estar 5 minutos ao sol que ficam logo tom-moreno-negro. Assim é um descanso, chegamos rapidamente à Costa da Rapariga, sem filas, fazemos a nossa prainha e saimos quando o pessoal está a tentar chegar, no meio das filas e calor. É a técnica dos Pêra.No sábado fui ver a exposição da Frida Khalo (desculpa Bólice, pagaram-me o bilhete em troca de companhia!). Fiquei muito desiludida! A mostra é muito pouco significativa da sua obra. São apenas 26 obras que estão no Museu Dolores Olmedo no México. Todos sem as cores de Frida Khalo! Estava cheia de expectativa em ver in loco a sua obra e afinal senti-me desiludida. Depois alguém pode explicar aos comissários que organizam as exposições que é patético o vidro sem anti-reflexo, está uma gaja a tentar ver os quadros e vê-se a si mesma e aos papalvos que se agigantam... É o termo certo, tudo em fila, uns em cima dos outros para ver os quadros, à espera em fila... Não há condições! E as fotografias reproduzidas sem qualidade nenhuma! Gostei de ver o diário dela, duas páginas do diário... E o quadro "A coluna partida"... E gostei de saber que tinha ido em boa hora porque quando saimos a fila era enorme à espera para entrar. A exposição continua até 21 de Maio das 10 às 19 horas. Mas façam um favor, não se fiquem pela exposição, aprofundem mais a obra da Frida!
"(...) e a rapariga desce as escadas quatro a quatro vai vender sonhos ao desbarato (...)"
"Terça-feira", Sérgio Godinho