Entardece ou faz-se noite.
O sol deixa a colina.
O Martim Pêra come o lanche da noite (que bom; a deita está perto!)e vê, pela enésima vez, que repetitivas podem ser as crianças, um VHS velhinho... Rapa na taça o resto do lanche da noite. Invariávelmente direi no fim do repasto "limpás-te a boca filho?", tipo como se não soubesse a resposta... Olho e vejo o bigode preto mais negro ainda...
O meu filho às vezes nem parece descendente de super-heróis, é uma criança tão normalizada, EN 473, pela UE regulamentariza as crianças geradas ao abrigo do artigo 1310 de maio de 1998, tudo o geras tens de suportar, com amor, até aos fins dos teus dias...
"Eu me preparei para enfrentar a adversidade. Estou acabando de escrever o Manual dos Frustrados, Fodidos e Oprimidos. Nele descrevo, minuciosa e sistematicamente, os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo, seja ele quem for, forças armadas, companhias de serviços públicos, companhias de cartões de crédito, bancos, a polícia, o proprietário senhorio, a loja comercial, qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros (...)"
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quinta-feira, junho 30, 2005
quarta-feira, junho 29, 2005
A família maravilha que a todos encanta
Inevitávelmente terei que escrever aqui sobre a família incrível. A mãe, Helena Pêra, reformou-se por incapacidade para o trabalho e passa os dias a ver o próprio rabo crescer. O pai Vitor Pêra, persiste na sua luta diária pelo bem estar familiar, uma espécie de ditar orçamentos rectificativos a desmando, ou seja; pai Pêra ainda trabalha na velha companhia de seguros. O filho Martim Pêra acabou o seu primeiro ano lectivo, com início a 21 de Outubro, algures numa escola pública, com aproveitamento, sabe ler e escrevinha e teve 100% na prova de matemática, exemplar único numa turma de grunhos. Não me lembrava que o ensino básico tinha "provas", às vezes parece que o mundo roda e volta ao mesmo sítio, ad eternum...
O narrador está a meter-se tanto na trama que vou ali e volto já... Senão tramo-me...
O narrador está a meter-se tanto na trama que vou ali e volto já... Senão tramo-me...
O monstro a quem continuamos a pagar e que nos vai devorando
"(...) o estado a que chegou este Estado que temos. (...) encontramos a burocracia infinita, a legislação contraditória, os serviços que só existem no papel, a cruel indiferença da máquina, a crónica falta de meios, enfim, o monstro a quem continuamos a pagar e que nos vai devorando como se fosse essa a única razão de existir. Definitivamente, este Estado não nos serve. É um Estado de privilégioa, que tem horror a prestar contas e a ser avaliado, que reage a qualquer tentativa de mudança, que trata os cidadãos a quem deve servir como se lhes estivesse a fazer favores. É um Estado opaco e caro, que exige sacrifícios e promove o esbanjamento." "Cartas na mesa", Áurea Sampaio, Visão, 23/6/2005 |
terça-feira, junho 28, 2005
... O que nos leva, durante uma vida inteira, a enfrentar a nossa própria obscuridade e, ao mesmo tempo, a toda a volta, uma estupidez indevassável.
O titulo foi sacado do "Albas", de Sebastião Alba O barulho do esfregão na loiça o detergente a limpar a sujidade o forno a crepitar cogumelos com natas alho azeite coentros e queijo gouda. - O forno está aceso?, perguntas. Será uma impressão errada ou carregas em ti a escuridão dos primórdios: como viverias sem electricidade? Como saberias os resultados desportivos? Tens buracos em ti tens a falta de sentir tens os afectos perdidos tens um dia a mais que ontem à mesma hora! Tens-te quando te queres tens dos outros não mais do que queres... Tens o forno ligado! |
sexta-feira, junho 24, 2005
A Chóninhas chegou, Dona Rosa!
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