Precisa-se encarregado de massas encefálicas para assistir famoso professor neurocirurgião com parkinson.Resposta ao nº69
"Eu me preparei para enfrentar a adversidade. Estou acabando de escrever o Manual dos Frustrados, Fodidos e Oprimidos. Nele descrevo, minuciosa e sistematicamente, os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo, seja ele quem for, forças armadas, companhias de serviços públicos, companhias de cartões de crédito, bancos, a polícia, o proprietário senhorio, a loja comercial, qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros (...)"
. . .

quarta-feira, maio 31, 2006
Coisas do arquivos
Precisa-se encarregado de massas encefálicas para assistir famoso professor neurocirurgião com parkinson.Resposta ao nº69
terça-feira, maio 30, 2006
Variação
segunda-feira, maio 29, 2006
Lá fora derrete-se, derrama-se...

Palmilhei as calçadas. Trilhei os caminhos, quentes, a procurar o ar.
Ando com uma ideia em círculo. Daquelas em que há que decidir e não vejo modo.
Às vezes, sinto este atrofio com o calor. Perco o norte. O sul. Esqueço-me do sentido do oeste. Da orientação do leste.
Passo na rua, protegida atrás das lentes escuras. Sinto o sol nos pés, nas pernas, nos braços. O calor a infiltrar-se. Os neurónios a "suar em bica"...
sexta-feira, maio 26, 2006
"As imagens são as palavras dos analfabetos", Maçãs Carvalho
quinta-feira, maio 25, 2006
Manias
A pedido de várias famílias, mais concretamente da A. do
quarta-feira, maio 24, 2006
É um dia perfeito: nada como um dia a seguir ao outro, e sentirmo-nos bem connosco, com os outros, com o mundo, em paz com o universo. Há dias assim! E há dias de outro género. Uns e outros são absolutamente necessários. Como poderiamos sentir a felicidade se não tivermos a capacidade de nos sentirmos também cansados, atrofiados, sem alento.
Hoje o trabalho corre manso, sem sobressaltos. O meu Chefe Índio está bem disposto, estivemos a comer umas cerejas e a conversar. Fiz-lhe uma massagem à la Pêra (somos grandes especialistas em massagens na familia! Caro leitor se quiser usufruir de uma demonstração, ao domicilio, use o e-mail do blogue.) porque andou a carregar com móveis Ikea e está todo podre...
Mais daqui a pouco vou buscar o Martim ao ATL, prometi-lho demanhã, e vamos para casa, serenamente, a trocadilhar, a dizer baboseiras, a rir. Passo-lhe toda esta leveza.
O que uma noite bem dormida não faz por uma gaja! E uma passagenzita pela Fnac! Comprei os "Laços de Família", da Clarice Lispector. Uhm, não vejo a hora de o devorar!
Boa Tarde para todos!
terça-feira, maio 23, 2006
segunda-feira, maio 22, 2006
"Do dever de deslumbrar", Natália Correia

Não chega a merecer um poema.
Só o poema merece, por vezes
A inútil tragédia da vida.
As pessoas caem como folhas
E secam no pó do desalento
Se não as leva consigo
A fúria poética do vento.
Para que se justifique a nossa vida
É preciso que alguém a invente em nós.
Os que nunca inspiraram um poema
São as únicas pessoas sós. "
Sem tempo, neste tempo que passa, fica um poema para saborear, em silêncio, da enorme Natália. Volto amanhã ou depois, ou noutro dia qualquer... Vou roubar minutos à vida para procurar os blogues amigos e deixar por cá novidades dos Pêra. Boa semana para todos! Até já!
quarta-feira, maio 17, 2006
A ginástica que uma tipa é obrigada a fazer
Há oito anos atrás estava internada na MAC, quase a entrar em trabalho de parto, após quatro longos dias de indução. O meu filho sempre foi muito teimoso! Só para contrariar ia protelando o próprio nascimento, tão bem que se sentia neste corpinho... Fez-me estar 24 horas numa "box" individual (vivó luxo) da maternidade, a "chagar" o "desgraçado" do Vitor Pêra e acabou por nascer no dia 18 de Maio às 16h39m, por cesariana.
E quem é mãe sabe o que sente uma mulher quando vê o filho pela primeira vez! É o unico amor que nunca acaba. E é dizer pouco! Aquele serezinho pequeno muda a nossa vida radicalmente! Para melhor! Para muito muito muito, mas muito, melhor!!!!
Amanhã não vou andar por cá. Vou passar o dia com os meus grandes amores: Pêra velho e Pêra novo. Vamos almoçar com a avó Fáma. E à noite fazemos um jantar surpresa para o lobito, que compreendendo a situação económica aflitiva da familia julga termos adiado a comemoração para o final do mês...
Hoje à noite vamos a uma exposição de pintura do Chefe Indio. Continuo "podre" de cansaço mas irei, com muito prazer, rever a obra, que tão bem conheço e admiro. A Alexandra e o António vão connosco.
Sexta-feira começo a trabalhar demanhã noutro job para ganhar mais uns aérios para a economia familiar: somos tão póbrinhos!
Isto não é lamentação, não combina comigo, é caminho alternativo.
Bom fim-de-semana, só devo voltar na unda-feira, boa praia e bons mergulhos...
terça-feira, maio 16, 2006
Mandrice

De resto, tudo normal em Queluz Ocidental (EnaPá2000). Por aqui também!
segunda-feira, maio 15, 2006
Su Mana Mané

Esta mulher que está aqui ao meu lado, é minha irmã desde 1968 (que horror, como o tempo passa!). Fez quarenta e seis anos (que horror, que choque quando fiz as contas!) no sábado, dia13 de Maio . Foi uma estrela que iluminou sempre o meu caminho, em silêncio. Foi ela que me acicatou o gosto pela leitura e pelas palavras. Chegava a casa toda feliz, com a aprendizagem de palavras novas, e ia a correr perguntar-lhe o significado. Ficava extasiada com as respostas, sempre prontas. Invejava a atenção que dedicava às outras crianças. Tinhamos a casa sempre cheia. Ora tomava conta de uns e outros, ora dava explicações para ganhar uns trocados. Usava uma aura de irmã mais velha, sem paciência para a criança, que hoje sei não ser real. Proibia-me de mexer nos discos, nos livros, nas suas roupas, nas suas coisas. E eu fingia cumprir. Obrigava-me a cozinhar para nós, a limpar a casa. Não me permitia passar o tempo toda na rua a brincar. Às vezes o não transformava-se em sim depois da minha insistência cedia à exaustão. Aos domingos as recordações eram mais ternas, invadiamos a cama da mãe e eu escutava outra e outra vez as histórias da sua infância, num colégio de freiras. A mãe contava sempre as maiores traquinices. De mim nunca havia nada para contar. Eu era a doce, obediente. Ela a teimosa, desobediente. (A vida vai-nos moldando, transformando.)
A Su Mana Mané fez quarenta e seis anos. Ela sabe que a amo, embora não lho diga... Ela sabe a importância que teve na minha vida, embora não falemos sobre o passado... O passado, quando a menina doce e obediente se tornou rebelde e perdida, ficou lá atrás. Essa menina já não é doce e obediente nem rebelde e perdida é uma mulher que todos os dias tenta ser melhor; melhor mãe, melhor tia, melhor filha, melhor irmã. É uma grande empresa mas que seria do presente sem tentativa de melhor futuro?
Adoro-te Sumana Mané, venham mais quarenta e seis, com saúde, alegria e muito sexo!
sexta-feira, maio 12, 2006
ManualDosFrustradosFodidosEOprimidos
Isto hoje vai ser de rajada, para variar - digo eu, "somos tantos a não ter quase nada", cantava o Martim Pêra, ontem à noite a jogar às damas com o velho Pêra, mea culpa, viciei o miúdo em SG, sem filtro, para bater mais depressa!, vou escarrapachar um fiozinho da minha vida, já, de rajada, pois claro, esta merda de país, este teatro (detesto o gajo que faz de actor principal - aquele mentiroso, o Sócras e os paneleiros dos outros actores secundários, foda-se!) de segunda categoria, cheio de pulgas e outros parasitas nojentos, acho que hoje é dia doze, e os Pêra estão na falência total, a contar os "sentimos muito" e a piscar o olho ao puto para nos emprestar algum, se ele fosse na conversa!, o meu filho é descendente de judeus, mea culpa, mas eu não sou assim!, não tenho dinheiro mas sou incapaz de não dar algum ao meu mendigo de estimação, o senhor que toca concertina na linha amarela do metro, quando era miúda tinha uma póbrinha que ia todas as semanas a minha casa, a mãe passava-se, tive de combinar com ela um dia certo e hora que sabia que a mãe não estava, ela ficava admirada como é que eu comia tanta fruta nesse dia e bebia litros de leite, eu que nunca toquei em leite da vaca!, que se foda!, filha-da-putice-da-vida!, há coisas piores, o pior é o tabaco: como é que vou comprar cigarrinhos para foder os pulmões?, e o meu amigo Bólice que me convidou para ir dar uma volta ao bilhar grande e para além do dito cujo tenho os putos em casa no sábado, o António e o Martim, o escuteiro e o escoteiro, e a minha SU MANA MANÉ faz 46 anos e eu só tenho um postal e um beijo para lhe dar, filho-da-mãe do senhor que passa férias no Quénia!, cabroni!, bem, vou mas é ao millenium online fazer uma transferência, que se foda!, o meu filho faz anos para a semana e esse não vai lá só com postais e beijos, o judeu!, vou mergulhar no oceano amanhã e afogar as mágoas...
ATENÇÃO: aos interessados: ontem vi num programa na dois: a cannabis faz mal aos circuitos neuronais!, vários neurologistas já provaram que quem consome regularmente, em massa, desde jovem, tem propensão ao desenvolvimento de psicoses, paranóias e esquizofrenia, caralho, eu não sabia que o Carrilho fumava!, e a Bábá, será que também dá uns bafos?, psicóticos de merda!
OUTRA ATENÇÃO: Este é um poste ficcionado, não estou minimamente preocupada com a falta de aérios, embora não os tenha de facto, que se foda!, o dinheiro não dá felicidade e estou a ficar um bocado americalatinizada: a necessidade aguça o engenho!, a lua está cheia, dá-se umas boas fodas com o marido, uns estalos aos putos e mexe-se uns ovos!
Ao som de José Mário Branco, "Resistir é Vencer"
quinta-feira, maio 11, 2006
À escuta... (II)

- (...) Sentiu-se mal e patinou...
- O quê?
- Teve uma alergia nas mucosidades do nariz seguida de uma fibromialgia fulminante e foi-se, patinou...
- A sério?! Porra! Ainda a semana passada a vi, tão bemzinho que estava... E o marido, coitado, com o abc... Não somos nada, é o que é que é!
- Mas não te esqueças que ela tinha a tesão alta, castrol e açucar nas veias!
- Mas patinar assim, sem avisar, sem nada...
- É o que é que é! Nada somos...
quarta-feira, maio 10, 2006
À escuta...
terça-feira, maio 09, 2006
A Esperança foi a ultima a saber!
Terça-feira, Novembro 29, 2005
"Não se deve cravar a ferradura na flor... "
O enfermeiro Capitolino tem uma fixação por mamas. Não há seio, mais cheio ou menos cheio, que não chame o enfermeiro Capitolino como quem chama por alguém. Não é chuva nem é vento. São resquícios do ser que em tempos foi Capitolino. Agora, é uma coisa assexuada, com cheiro de placenta, que não se despegou nunca do ser, daquilo que Capitolino é. É assim como o destino; fatal: onde há protuberância mamária, lá estão os olhos do enfermeiro cravados. E não se trata de cravo ao peito (que mal me saiu este trocadilho!), são flores, senhoras e senhores, são flores que Capitolino transforma em pão…
Tentativa de moralizar a estória:Quem vê mamas não mama mamilos.
Outra tentativa:Quanto menos seio menos seio que nada seio.
O Capitolino dirige, actualmente, o departamento de enfermagem de um grande hospital da capital. Serviço de Dermatologia. É casado há quarenta anos com a Maria do Carmo. Tem outro amor, a Eduarda, há trinta anos. Divide a sua virilidade pelas duas. A Eduarda vive com a filha ilegitima de ambos, a Sónia Catarina, e o Pantufa, um cão velho, com vinte anos como a filha, cego e surdo, que lhe faz companhia quando Capitolino fica com a mulher.
Capitolino conheceu Esperança no hospital. É secretária do serviço de oftalmologia. Deixou-se encantar por aquela mulher doce e timida, divorciada e sem filhos, e o que começou apenas como sexo sem consequências acabou numa relação cumplice, cheia de riso e alegria que deslumbrou Capitolino.
A Esperança deixava-lhe uma tranquilidade e leveza que há muito não sentia. A sua vida era uma teia de complicações e pressas. Irreversivelmente apaixonou-se por ela. Estava cansado da amargura de Maria do Carmo e das exigências de Eduarda. Estava desiludido com o trabalho no serviço. Cansado de tanto de tanto trabalho administrativo e de gestão. Cansado das pessoas.
A Esperança surgiu como uma ilha capaz de acolher as ondas e acalmar o mar revolto dentro de Capitolino.
A Esperança foi a ultima a saber. Capitolino falou-lhe de si. De Maria do Carmo, de Eduarda, de Sónia Catarina. Até lhe falou no Pantufa, que por esses dias andava muito debilitado, com uma grande crise de fígado...
Então, Esperança, sentiu no peito uma boca aberta, ávida, e abraçou Capitolino, com vigor.
Ficaram assim, enquanto a noite vinha e de repente ficou...
sexta-feira, maio 05, 2006
A banalidade dos dias



Ia escrever mais um pouco da história do Capitolino (faz favor, consultar os arquivos, já estou comó Bólice, os links são para os preguiçosos), mas afinal vou deixar o nosso amigo Capitolino para outra altura.
O Vitor Pêra diz que passei a noite com pesadelos. Não me lembro. E lembro-me sempre dos sonhos! Mas, bem, continuando, dormi muito mal esta noite e de facto sinto-me muito cansada. Levantei-me com os Pêra às sete da manhã. Fui cortar o cabelo, estou muita gira!, o Alfredo, o meu novo cabeleireiro, é um espectáculo a trabalhar, tirou-me literalmente um peso de cima da cabeça!
Além do cabelo perdi também a cabeça e comprei um livro, ai o Pêra!, "A descoberta do mundo" de Clarice Lispector. Ainda peguei num de Manuel Alegre, que prometi ler em breve para aligeirar o desconhecimento. Mas andada doidinha por ter Clarice nas estantes depois de a ler.
Por falar em super-herói-Pêra-velho, tan-tan-tan, o lindo emprestou o cartão multibanco para a super-mãe-Pêra comprar dois bilhetes para o Rock in Rio. Já os tenho ali. Chupa!
E se calhar, para banalidade, já basta! Vou à minha dose de cafeína, comprar uns cigarritos, mexer um bocado o rabo.
Para a próxima ou brevemente voltarei a falar do Capitolino.
Bom fim, de semana.
quinta-feira, maio 04, 2006
Ontem por motivos técnicos, aos quais, evidentemente, sou alheia, e por falta de tempo, acabei por apagar o asterisco, sem repor, que remetia para Daniel Faria, o autor da frase "Amo-te como um planeta de rotação difusa". Para me redimir explano o resto do poema:
" Amo-te como um planeta de rotação difusa
E quero parar como o servo colado ao chão.
Frágil cerâmica de poros soprados no teu hálito
Vasilha que ergues em tua mão de oleiro
Cálice que não pudeste afastar de ti. "
Agora sim, sinto-me melhor! O seu a seu dono!
E cá se vai, lutando, ganhando e perdendo. Hoje vim trabalhar demanhã. Fui almoçar com o Chefe índio e fiquei contente por vê-lo tão bem disposto. Ultimamente as coisas não têm corrido muito bem. Outros tempos virão, concerteza. A economia está de rastos e por aqui também o sentimos, a cada dia que passa.
Estou muito contente porque é definitivo vou ao Rock in Rio, ver Red Hot, com o velho Pêra. Vamos comemorar em grande o seu aniversário. O meu super-herói nasceu a 4 de Junho!
Amanhã vou cortar o cabelo, o Pêra deu-me um ultimato ontem à noite, que estou com a gadelha enorme, pois tem razão, mas a mãezita não me deixa usar o cabelo curto, e eu respeito muito a opinião materna. Vou cortar as pontitas e desbastar os canudos.
Por falar em mãezita vou fazer um almoço para as minhas no domingo e dar-lhes muitos beijinhos. E dou-lhes também mousse de manga, a minha grande especialidade.
E vou...
quarta-feira, maio 03, 2006
O Sol

terça-feira, maio 02, 2006
É terça-feira

No sábado fui ver a exposição da Frida Khalo (desculpa Bólice, pagaram-me o bilhete em troca de companhia!). Fiquei muito desiludida! A mostra é muito pouco significativa da sua obra. São apenas 26 obras que estão no Museu Dolores Olmedo no México. Todos sem as cores de Frida Khalo! Estava cheia de expectativa em ver in loco a sua obra e afinal senti-me desiludida. Depois alguém pode explicar aos comissários que organizam as exposições que é patético o vidro sem anti-reflexo, está uma gaja a tentar ver os quadros e vê-se a si mesma e aos papalvos que se agigantam... É o termo certo, tudo em fila, uns em cima dos outros para ver os quadros, à espera em fila... Não há condições! E as fotografias reproduzidas sem qualidade nenhuma! Gostei de ver o diário dela, duas páginas do diário... E o quadro "A coluna partida"... E gostei de saber que tinha ido em boa hora porque quando saimos a fila era enorme à espera para entrar. A exposição continua até 21 de Maio das 10 às 19 horas. Mas façam um favor, não se fiquem pela exposição, aprofundem mais a obra da Frida!
"(...) e a rapariga desce as escadas quatro a quatro vai vender sonhos ao desbarato (...)"
"Terça-feira", Sérgio Godinho