"Eu me preparei para enfrentar a adversidade. Estou acabando de escrever o Manual dos Frustrados, Fodidos e Oprimidos. Nele descrevo, minuciosa e sistematicamente, os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo, seja ele quem for, forças armadas, companhias de serviços públicos, companhias de cartões de crédito, bancos, a polícia, o proprietário senhorio, a loja comercial, qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros (...)"
. . .

segunda-feira, junho 25, 2007
sexta-feira, junho 15, 2007

- Eu?
- Sim.
- Bem. E tu?
- Também.
- Vais indo?
- Menos mal.
- É sempre assim?
- Quase. Nem sempre mas também.
- Há dias melhores que outros?
- Sim. E dias piores.
- O que fica?
- Um sorriso partilhado, um abraço sentido, a chuva a secar no corpo e roupa, o sol a acariciar a pele...
- Momentos?
- Uns melhores que outros.
- Sim...
terça-feira, junho 05, 2007
sexta-feira, junho 01, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
sexta-feira, maio 18, 2007
terça-feira, maio 15, 2007
A Alma é Exterior

" A alma, ao contrário do que tu supões, a alma é exterior: envolve e impregna o corpo como um fluido envolve a matéria. Em certos homens a alma chega a ser visível, a atmosfera que os rodeia tomar cor. Há seres cuja alma é uma contínua exalação: arrastam-na como um cometa ao oiro esparralhado da cauda - imensa, dorida, frenética. Há-os cuja alma é de uma sensibilidade extrema: sentem em si todo o universo. Daí também simpatias e antipatias súbitas quando duas almas se tocam, mesmo antes da matéria comunicar. O amor não é senão a impregnação desses fluidos, formando uma só alma, como o ódio é a repulsão dessa névoa sensível. Assim é que o homem faz parte da estrela e a estrela de Deus. "
segunda-feira, maio 07, 2007
Feliz como uma criança!
sexta-feira, maio 04, 2007
Ficção
quarta-feira, maio 02, 2007
Sonho

Vagueei em ti
Soltou-se o rio
Limpei-me
Fiz uma estrela no teu céu
Se quiseres apaga
O teu cheiro
O nosso cheiro
Apaguei
O cinzento
A cinza
A vida deve ser a vermelho ou a preto
Contrastes
A sandália
O transparente do visível
Errei
Ponto final, parágrafo
[espaço]
Voltaremos, a ser quem fomos? Voltarás onde já não estou? Procurar-te-ei nos dias que quero só meus?
Interrogação. Ponto final, mesmo.
Amei-te a cores. Despeço-me a preto&branco...
segunda-feira, abril 30, 2007
Restauradores
sexta-feira, abril 27, 2007
Gosto de gaivotas! Têm umas asas que permitem voar ou não. Não gosto de pássaros. Mas as gaivotas são o patamar para outra espécie, acho, só que com penas, formas, e asas de passáro.
Quem não gostaria de voar? Sentir as nuvens fofas. Estar mais próximo do Sol, num céu com cromáticos que mudam, cada instante... Como tudo! Como tu. Como eu. Todos nós...
A nossa vida é um som breve numa tecla premida ao acaso. Um rasar. Já vi quase tudo acontecer. Enquanto o quase não sair da frase quero continuar.
Há histórias que acabam. Que não se concertam. Mal começam!
quinta-feira, abril 26, 2007
Formas
segunda-feira, abril 16, 2007


quarta-feira, abril 11, 2007


sexta-feira, abril 06, 2007
Escrita automática

terça-feira, abril 03, 2007
Gosto de ti MC, muito...

O clima muda e o frio o calor são apenas evidências. Ora fora ora dentro d'época. A Lua continua com as suas várias fases. A terra em rotação à volta do sol. Os chineses, civilização milenar, cada vez mais prácticos e activos: como formigas, enquanto nós somos umas cigarras, que vamos assobiando e logo se vê, ou na tia, ou no primo, ou nos amigos, ainda há quem trabalhe para comer no Inverno e nós subimos e sentamo-nos.
E porquê esta conversa-escrita?
Porque apetece-me escrever coisas assim: Queres baba de camelo, mousse de manga ou... "Sabes que adoro chocolate! Nasci noutro continente e vim desterrado para este. Faz o que quiseres, querida, filha, desde que não tenha manga."
Gosto tanto de ti que fico aflita quando te negas à minha baba. Más novas? Não quero, e o que não quero tem força,... E quando tu me chamas filha lembro-me de ser jovem e ser tratada como tua filha, um pai que amo como se meu fosse, que fez feliz a minha Su Mana Mané e nos deu a mais linda e melhor menina que conheço! Bem hajas!
Sou a ovelha que paira sobre o rebanho e controla o dono, o cão e os pares. Sou quem não te diz o que sinto quando te vejo cansado, a lutar, só concedo a luta com vitórias, tornei-me num género de mãe do teu afilhado: os gritos são uníssonos!
A LUTAR! A VENCER! SEMPRE PRONTOS!
segunda-feira, abril 02, 2007
O aniversário dos Pêra


Granda som!

Com a minha querida Ana. Gosto de ti gaja!
domingo, abril 01, 2007
Traz tabaco e cerveja, a tristeza já temos!

quarta-feira, março 28, 2007
terça-feira, março 27, 2007
quarta-feira, março 21, 2007

ÚLTIMO TESÃO
Alombo contigo há uma porção de anos
e vou-te dizer és um chato
não tens ponta de paciência
para a vida nem para ti próprio
já te ouvi discursos a mandar vir
já te carreguei às costas
bêbedo como um Baco de aldeia
mijando as ceroulas
és um adolescente retardado
faltou-te sempre a quadra do bom senso
vez por outra um livrinho
de versos vez por outra nada
qualquer um do teu tempo
está bastante melhor do que tu
deputado administrador de empresa
ministro da maioria
puta (alguns chegaram a isso)
só tu meu inocente brincas com a neta
açulas o cão pedindo
à família que te ature
o tipo um dia destes morde-te
que é para aprenderes
mas aqui entre amigos
vou-te dizer também
uma coisa importante não cedas
à tentação de mudar
fica nesta pele que é tua
como é que tu escrevias
merdalhem-se uns aos outros
o país mete dó
guarda o último tesão
para mandares
meia dúzia de canalhas à tabua
Lisboa
5/6/9-VII-95
Fernando Assis Pacheco, Respiração Assistida, posfácio de Manuel Gusmão, Assírio & Alvim, Lisboa, 2003
segunda-feira, março 19, 2007

"Torna-te quem tu és",
Friedrich Wilhelm Nietzsche
"Que é o infinito?
Por que te preocupas tanto?
Volta para dentro de ti mesmo!
Mas, se lá dentro de ti mesmo
Não te apraz achar
O infinito do ser e do sentir,
É humanamente impossível
Ajudar-te."
Goethe
(Gnosei Seauton = Conhece-te a ti próprio.)
Hoje acordei assim a roubar palavras a outros para encontrar as palavras que procuro. Dentro de mim? Fora de mim? Procuro o esquecido.O encontrado. Embrulhado em papel, para rasgar, para reciclar, para com novas formas criar outras.
quinta-feira, março 15, 2007
terça-feira, março 13, 2007

Me fiz gente se é que sou * naquela casa de porta azul que o tempo foi tornando menos azul... Lembro-me do esforço supremo, em bicos de pés, para tentar sem resultado tocar à campainha. Depois o esforço desapareceu e bastava esticar um dos braços para alcança-la e como gostava daquele som, familiar, protector, e do grito ouvido longínquo Já vai! e da espera com a impaciência de jovem, sem tempo a perder, com a cabeça cheia de vidas e mundos ainda por conhecer. O avô foi o primeiro a partir, inventei um teste, que teria que estudar muito e não fui ao seu funeral. Fechei a porta e fiquei no seu quarto a despedir-me do seu cheiro, a acariciar a sua roupa, o seu chapéu. Depois a avó, começou a ficar esquecida e confusa. Falava com as personagens das telenovelas. Achava estranho morrerem e renasceram logo de seguida numa outra série de televisão. Vestia-se, penteava as longas cãs, fazia uma longa trança e prendia-a enroladinha na cabeça. Os seus olhos azuis já não brilhavam. Estavam foscos. As mãos pequeninas continuavam agéis. Mas a avó já vivia numa realidade feita de pedaços de um passado rico mas já todo enterrado. A tia levou a avó e fechou a casa azul. A nossa casa. A casa que fazia de nós a família que foramos. A avó morreu. Não fui ao seu funeral. Fiquei sozinha com a dor e um bebé que era para a sua bisavó o seu filho Vasquinho, que morreu bebé. Hoje quando visito a casa choro por todos, pelas crianças que cresceram e correram mundo, pelos adultos que continuam as suas vidas e pelos que partiram e deixaram fechar a casa.
* Me fiz gente se é que sou, Agostinho da silva
sexta-feira, março 09, 2007
Tudo o que demora só pode ser melhor!

quinta-feira, março 08, 2007

Todas as vida têm uma sequência. Esta fotografia é do carnaval. Depois virá a da Páscoa. A seguir as do Verão e, de repente, começam a cair de novo as folhas recém-nascidas, das árvores, e será Outono. Já? Afinal, o natal está próximo! Corridas ao consumismo.
"Faz-se árvore de natal, este ano? É melhor,... coitada da criança... "
Todos fomos crianças e temos memórias quer não se apagam com papéis rasgados e ilusões.
Esta fotografia é do carnaval. A Choninha mascarou-se para os Pêra.
terça-feira, março 06, 2007

sexta-feira, março 02, 2007
A rua do gato negro.
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Desejo-te

[Esta música é dedicada ao Joni-be-good-tonight-até à-exaustão, at last, I find it!]
O resto é realidade-ficcionada...
domingo, fevereiro 25, 2007

como se fosse proibido deitar-nos na relva
olhar o céu
as nuvens que deslizam
os minutos a passear devagarinho
o sol
o prazer de nada mexer
nem no tempo nem na vida nem naquele sentir
Se te sentes feliz
sentes como se não o devesses sentir
como se fosse algo não-permitido uma coisa difícil de aceitar
Como se mais ninguém conseguisse ver aquele céu as nuvens passantes com formas de pensamentos. O sol que te faz companhia
que sentes
que te toca a pele
acaricia o cabelo
Sentes-te nele
acaricias a relva e tudo se repete
e é só assim que queres ficar.
Se te sentes feliz deixa-te ser.